SALTO NO HORIZONTE - Salto Tandem

 









É mesmo verdade, não é montagem!
Neste próximo dia 9 de Julho faz 6 anos que arrisquei a aventura mais ousada de sempre:
um salto no vazio do horizonte!

Conto a história: 
o meu filho Manuel queria há muito passar por esta aventura. Após 1 mês e 3 dias do seu 16º aniversário lá fui com ele à Maia para cumprir o seu presente de aniversário - o salto Tandem.
Estando lá sou desafiado pelas pessoas: então não salta com o seu filho? Olhe que vai arrepender-se! Não custa nada. Vá lá, é uma experiência inesquecível! E com o filho... vai ver!

OK
Logo a a seguir arrependi-me: medo. Sabem, o medo.

Lá vesti o fato, fiz o breve curso de segurança e instruções para o salto, 1/2 hora, e lá fui para o avião, orgulhoso de acompanhar o meu filho.
Entramos no avião cada um com o seu saltador atrás. O pequeno avião foi subindo e subindo e eu branco como cal, frio, em pânico. O barulho dentro, do metal a rasgar o vento, é altíssimo e assustador. E na minha cabeça: como é que vou saltar? Para o vazio? Eu não vou conseguir. Mas agora não dá para desistir. Mas posso. Não dá. Que vergonha! Que medo! 
Imagino que os sujeitos já tenham visto muitos assim como eu: côr branca do medo, pernas sem força, estômago vago, sem pinga de saliva.

Quando dizem é agora, lá decidi: é agora. Sou o primeiro a saltar. Chego-me à porta e ponho o pé na trave fora da borda da porta. O sujeito atrás de mim diz: vamos, agora! Eu: é desta. Salto.Para o vazio. Para o horizonte azul. 

20 segundos em queda livre. Eu a gritar com todas as forças, pois o medo tem de escoar por algum lado. Acelaramos até aos 200Kms/h. Ele Abre o paraquedas. Então sim olho o horizonte, a terra lá em baixo, a paisagem, o coração desacelera, começo a ficar mais tranquilo e a saborear o salto, a sorrir de contentamento. Que sensação tão agradável, cair assim suavemente, planando, olhando a paisagem.
Abordagem a terra tranquila. Pés no chão. Primeiro adaptação terráquea, equilíbrio, certeza de estar na raíz de mim, sobre o solo. O solo.
Festa! Sucesso! Desafio concluido! As cores regressam ao rosto. O sorriso abre mais. O desconforto no corpo acaba e valeu a pena. Que aventura! Como fui capaz? 

Como está escrito no Certificado do salto:
Concluiu com sucesso a saída do avião, acelerou a 200Km/h na queda livre e aterrou de paraquedas em segurança.

Até ao próximo. Só que não haverá próximo. Mas que foi uma daquelas experiências em que nos superamos a nós próprios e aprendemos que somos capazes se ousarmos, lá isso foi!







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