- Azeite q.b.;
- 1 galinha/frango bem robusta/o;
- 8 dentes de alho;
- 200 ml de óleo de palma;
- 400g de abóbora;
- 3 cebolas picadas de forma pouco uniforme;
- 400g de quiabos (sem rama);
- 400g de feijão branco;
- 400g de farinha de milho;
- sal q.b.;
- 1 lt de água;
Vício é o belo sabor do casamento dos ingredientes num prato que degustamos.
E quando se trata de uma moamba parece que o vício é divino ao quadrado!
Começamos com umas fatias de paio delicioso (que se tornaria num peso pesado na factura), tiras de queijo e pão de trigo e broa, mais as azeitonas.
E logo fomos à moamba.
O sabor do emaranhado de legumes em que salta ao palato o óleo de palma e os quiabos é inesquecível e persistente, numa proposta de calor africano.
Convém adicionar as malaguetas ou o piri-piri qb, sem mascarar o sabor do repasto, mas acrescentando calor e pé de dança à experiência.
A galinha deve ser do campo o mais possível, como esta que comemos, pica no chão, para não se desfazer e ficar unida ao osso, para que descarnada se veja a sua vermelhidão do interior.
Acompanha-se com pirão ou funge, como os angolanos fazem, neste caso com pirão, a farinha de milho, de consistência firme mas moldável, ao contrário da mandioca do funge que é um ranho parecido com a nossa farinha de pau, transparente e gelatinosa, mas ainda assim menos líquida que a de pau.
Acompanhamos com o Reserva da casa, denominação do anfitrião, um tinto corrente de Silgueiros(Dão), colheita especial para a casa, que se revelou honesto no serviço (como diria o meu pai).
Finalizamos com uma pêra bêbada, que como fruta cozida com vinho não destoou da fortaleza do repasto, criando um final apaziguador.
No final um café e um xiripiti, de destilação caseira, sem sabor ao álcool, e fino como um porto maduro.
Quem quiser saber onde, vai ter de perguntar. Vale a pena este repasto dos deuses!
Bom apetite!

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