Hoje ouvi na rádio este tema. Para além de me ter dado prazer ouvir este tema que já não ouvia há muito, fiquei a pensar que há muitos anos que não assisto a uma iniciativa global de ajuda por uma causa.
E as causas não faltam: as guerras, as faladas - Ucrânia e Palestina -e as não faladas na comunicação social, como a de Myanmar ou do Sudão, a fome em muitos pontos do planeta, as ditaduras e os assassinatos de opositores a estas, a crise do aquecimento global gerada pelo efeito de estufa no planeta, que agora é chamada alterações climáticas para ser mais soft, tantas e tantas misérias no nosso planeta.
1985! Já lá vão 39 anos! Do Live Aid por África.
Nestas últimas décadas não assistimos a muitas e ultimamente nenhumas. Parece que a solidariedade cada vez é menor e está mais distante dos que precisam. Que se passa? Estaremos verdadeiramente a tornar-nos indiferentes ao sofrimento e necessidades dos que sofrem? Estaremos todos cada vez mais encerrados nas nossas cápsulas hedónicas e narcisistas sem olhar para o lado. Será que o facto de todos os dias termos na tv as imagens das guerras que são faladas, entre os anúncios da felicidade e das batatas fritas, nos está a tornar indiferentes ao sofrimento? Cada vez mais, autistas? Claro que estamos! Todos!
A mensagem do Live Aid foi poderosa pela sua mobilização de consciências em todo o planeta, e na mobilização de recursos de ajuda à fome em África. E transmitiu a sensação de um mar de gente consciente e preocupado, solidário e contestatário, a sensação de uma população global mobilizada e cidadã de um planeta global - esperança.
Não precisaremos hoje também de esperança e cidadania, solidariedade e intervenção? Claro que sim.
Talvez a audição e visualização deste tema reacenda também em nós esta esperança!
Comentários
Enviar um comentário