Data de lançamento: 31 de janeiro de 2019 (2h 12min)
Direção: Adam McKay
Elenco: Christian Bale, Amy Adams, Steve Carell entre outros
Nacionalidade: EUA
Dick Cheney (Christian Bale) é o protagonista deste filme, mas na realidade o protagonismo que nos interessa vai para a fase em que se torna o Vice presidente de George W. Bush.
É um filme que retrata bem os bastidores da política americana, os financiamentos, interesses e compromissos que os políticos fazem para chegarem e manterem o poder.
Neste caso e nesta fase, Dick Cheney como Vice tornou-se mais poderoso que o presidente George W. Bush e mais determinante ou tanto nas decisões por exemplo da guerra do Iraque, para as empresas de petróleo entrarem no país e tomarem conta dos poços e dos lucros, tudo à custa da mentira maior das Armas de Destruição Maciça (ADM), e de outras mentiras forjadas até às ADM, para tanto as empresas de armamento como as petrolíferas entrarem, dominarem e gerarem dinheiro para todos os envolvidos. E o facto de como a guerra no Iraque vem a impulsionar a formação dos grupos terroristas islâmicos no Iraque e no mundo.
Não esqueçamos o Mordomo português Durão Barroso que estendeu a passadeira a Bush, Blair e Aznar nos Açores, em 16 de Março de 2003 na chamada cimeira das Lajes, estendendo a passadeira para o início da guerra e da ocupação em 20 de Março de 2003 durando 8 anos, como uma benção. É certo que os EUA enganaram toda a gente, incluindo Durão Barroso e Portugal, depois de durante anos treinarem e financiarem o próprio Saddam Hussein.
Curiosamente neste filme aparece a origem da expressão hoje usada de "alterações climáticas" como alternativa à virulenta, realista e contestatária "aquecimento global". De facto a mudança de termos vem trazer uma mudança de percepções de mais urgentes e catastróficas para mais suaves e lentas: uma forma de condicionar e alienar a opinião púbilca.
Outro exemplo é a mudança do termo imposto sucessório para imposto do morto, como forma de beneficiar as grandes fortunas nos EUA, trazendo a contestação correlacionada.
Afinal assistimos à engenharia da linguagem e narrativa que a política nos impõe a nós cidadãos, na defesa dos interesses económicos dominantes. Assistimos à engenharia política que favorece os grandes interesses económicos e a corrupção dos mais pequenos, mesmo que em posições de grandes. E ficamos a conhecer melhor uma fase do poder nos EUA que foi virulenta e afectou, como sempre, todo o mundo global.
Uma verdadeira Teoria da Conspiração.
A vêr com sentido crítico e a tirar conclusões para a actualidade.
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