POESIA - Quinto Império

 





No séquito passante

vem

 

madrugada brumosa

 

Sebastião

com a cabeça na mão

 

Vieira

palpitante no púlpito

 

Pessoa

esotérico poliédrico

 

Bandarra

onírico artista

couro e faca

 

Eduardo Lourenço

mapa da saudade

e do labiríntico tempo

fechando

 

o pentagrama.

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