Este é o verão mais fresco que teremos.
Ouvi esta frase há dias dita por um climatologista comentando a vaga de calor na Europa. É impressionante esta frase, se lhe dermos atenção! E absolutamente verdadeira. Esta é a realidade: com o passar dos anos os verões serão mais quentes - por isto este é o verão mais fresco que teremos.
Em Portugal, por agora, parece que estamos refrescados por uma frente situada nos Açores.
No sul da Europa as temperaturas atingem máximos recorde, acima dos 35* e 40*, em dias consecutivos.
Todos falam das alterações climáticas, da urgência climática, do número de mortes provocadas pelo calor intenso, cada ano maior, dos prejuízos para a agricultura, da dramática falta de água, da seca extrema, dos incêndios gigantescos potenciados pelo clima, e de tantas outras consequências.
Todos sabemos que estamos a ir no sentido do agravamento do clima e do estado da nossa casa comum sem retorno.
Das causas e das consequências falamos. Falamos e falamos. E as condições agravam-se. Vamos deixar uma casa comum cada vez pior e perigosa aos nossos filhos e netos. Lidamos com a questão com fantasias que são paliativos apenas, soluções que adiam um pouco a urgência de mudar - como o carro eléctrico. E continuamos a consumir mais, cada vez mais. Sempre em crise económica claro! Quando é que não estivemos? Apenas nos pequenos intervalos das crises. E vamos votar nos mesmos. Não mudamos sequer a direcção do voto. E continua-se a procurar, explorar e abrir poços de petróleo com toda a força. A consumir roupa cada vez mais e cada vez mais barata.
Eu sei, eu sei: pensas: este gajo deprime-me, este assunto deprime-me. Também a mim me deprime.
Vá lá: como vamos sair disto? Deste tema tenebroso e real? Desta sensação desagradável que isto nos dá?
Diz o que pensas nos comentários. Comenta e agita!
Este é o verão mais fresco que teremos!

Pois é meu Amigo, se não conseguimos sequer mudar a direção do voto, não percebo como se vão conseguir debates sérios e honestos sobre as alterações climáticas. Vamos de pequeno acordo a outro ainda mais pequeno. Falamos... falamos... Eu, por mim, faço o melhor que posso e sei.
ResponderEliminarÉ verdade amigo Joaquim. Mas a frase impressionou-me pelo dramático realismo que contém. Também faço a minha parte, mas parece que o somatório das nossas partes, apesar de ter significado, não é suficiente para a mudança.
EliminarFaçamos a nossa parte. É o possível.
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