O contador de histórias e prémio Nobel da literatura cá esteve no Coliseu. Não interpretou esta música, apenas temas creio mais recentes. Nenhum hit - e de entre tantos quais poderia?! - e fez o concerto ao piano, com a sua banda. No final aqueceu a harmónica em alguns temas.
Sentia-se uma energia na sala, uma coisa eléctrica de expectativa e até de adoração, como fosse um semi-deus que ali estivesse. O concerto foi competente, a voz aqueceu e lá nos deu aquele som anasalado. A relação do artista com o público foi mesmo escassa, distante e fria. Apesar dos seus quase 80 anos a música é contagiante, faz-nos bater o pé. As histórias, para mim, ficaram para a leitura dos poemas pois ao vivo não é fácil percebe-las por inteiro.
Encores? Não, nem vê-lo (s). Concerto com início previsto para as 20h, com telemóveis metidos em bolsas invioláveis, começou às 20h01, e terminou no fim sem encores.
Ficam os discos e a memória de um grande contador de histórias com muita intervenção social - um músico de interveção também - e uma música que se foi adaptando ao tempo, do acústico ao eléctrico. Um artista sem concessões, mesmo que assim pareça rondar o desprezo do público.
Fica o nosso amor por esse país irmão: Mozambique.
Enjoy!
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