OLHANDO PARA BAIXO DA CAVE DO CÉU

 


Trabalho e trabalho, minuto a minuto todos os dias dos anos têm os artistas pintores do céu eternamente!

Vão aos potes molhar os pinceis com cores e desenham linhas esfarrapadas, outras cheias, finas, alternadas, alongadas, engrossadas, disfarçadas, berrantes, sem descanso, para oferta deste céu glorioso a quem levanta a cabeça e o procura. E as cores e tons, firmes e desmaiadas, brilhantes e discretas, reais e celestes! Tela de sonhos e visões!

Encobrem o sol seguindo um algoritmo que desconheço e que não é permeável à minha vontade de mais ou menos calor e luz, cobrindo toda a vastidão do céu que se estende por todo o lado que me cobre e, julgo, também doutros céus que não consigo alcançar com os olhos, apenas com o desejo.

Estes pintores têm descanso naqueles dias que o céu é uniformemente azul-celeste, dias em que passam o pincel e já está, dias que o céu, parece, é prolongamento do mar.

Onde estão estes maravilhosos pintores celestes? Quereria conhecê-los, perguntar, admirar, observar. Em particular aquele que agora deixou passar este raio de sol quente que veio acender-me o rosto.

Comentários

  1. Belo texto poético! A mim também me encantam os céus...e o mar, e as árvores, e as flores. E ainda os cheiros. E os sons do mar, dos efeitos do vento na natureza, da chuva, das aves nas suas conversetas ou na composição das suas sinfonias... E, já agora, a arquitetura. Alguma!

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