CRÓNICA - No 25 de Abril Sempre!, certamente, Apelo à Liberdade!

 






O apelo à liberdade, velho apelo sempre presente e ambição de catatónico, passa pelo exercício da criatividade e pela vivência da arte, antes, pela criação, seu seio.

O apelo à liberdade nasce das grilhetas que nos atam, uns sentindo-as, outros rodando-as interminavelmente como aliança católica no respectivo dedo, uns de pulsos feridos pelas duras algemas de aço restringindo espaço e tempo, para outros apenas presente consentido e nem interrogado.

O apelo à liberdade é uma busca de espaço largo, longínquo daqui dos verdugos, busca de um tempo diverso da rotina quotidiana. Não que este espaço comunitário e este tempo eterno no seu retorno diário, mensal, anual, sejam nefastos, mas que esta busca é também legítima e semente de avanço e diferença: é : criação: criação de novos mundos, internos e externos a nós, de outros tempos medidos não apenas pelo relógio do trabalho e do consumo, mas também pelo do trabalho e do conhecimento, da criação e inovação, da cidadania no sentido universal do termo e também do sedimentarismo transumante, polinizador de culturas, sentidos, afectos.

Tambem uma fuga (de algo) para um novo encontro (com algo): desfiliação outra à procura de nova integração identitária outra, mesmo que nómada, como sementes de dente de leão volteando no nosso horizonte próximo superior, indo de prado em prado, de prado em vale, de língua em língua, de vale em nicho, de coração em coração.

O apelo à liberdade também tenta afirmar-se neste texto pelo seu valor libertário, sublimatório: na arte a prece também se cumpre.

No apelo à liberdade cabem o grito de direito pessoal e colectivo, o uivo do amor e a sirene da criação.

(E tu liberdade vem,

toma-me refém

e leva-me em tuas asas.)


Comentários

  1. Liberdade, dos bens mais preciosos. Liberdade de ser, de escolher, de dizer, de mostrar. Tão bom. Que assim seja, sempre.

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    1. Obrigado Sra Anónima Alexandra Gondin. Vamos ver se o anonimato deixa de persistir. Bj

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  2. A liberdade vai sofrer a sua derradeira prova nesta realidade distópica em que a liberdade de expressão é asfixiada pelos desejos das elites, herdeiras do antigamente. Pedro Santos

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  3. O exercício da liberdade deve funcionar sempre, como se de um órgão humano se tratasse... necessário à sobrevivência de cada um..

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