Kavafis – o velho –
aqui
Na centelha da saudade.
-círio pálido bafiento –
arde em mordomia altiva
o dia
- como este minuto de areia
entre os dedos –
o hoje
o viver sanguíneo
carne pulsante.
Viver a melancólica saudade
é sofrer cronicamente
do torcicolo
da paranóia
da vasta cegueira
do caminho
é errar
no zig-zag da lebre
sem candeia sem círio sem lanterna
reaquecendo requentando
a vida de ontem
perdendo o sabor
da frescura de hoje.
Da centelha da saudade
eleva-se agoirento
o fumo
- detrito da luz.
O círio só
por agora existe
o fumo só
o vês
olhando atrás.
♥️
ResponderEliminarDolorosamente belo
ResponderEliminarBela composição poética. Só não gosto de círios bafientos...mas a poesia não tem culpa das idiossincrasias de quem a lê.
ResponderEliminarBelo!
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